Esportes Online · 06/11/2026 16:57

Justiça nega novo pedido de Tifanny e mantém decisão favorável à CBV

Justiça nega novo pedido de Tifanny e mantém decisão favorável à CBV

A Justiça do Rio de Janeiro negou, nesta sexta-feira (6), um novo pedido de liminar apresentado pela jogadora Tifanny Abreu, do Osasco, que tenta recuperar o direito de disputar a Superliga Feminina de vôlei 2026/27. A decisão da 14ª Vara Cível da Comarca da Capital é a terceira consecutiva favorável à Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) na disputa envolvendo a elegibilidade da atleta trans. Com isso, Tifanny permanece impedida de atuar na competição nacional.

O pedido apresentado pela defesa de Tifanny integra uma ação que busca anular a decisão do Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol (STJD), que manteve a aplicação das novas regras de elegibilidade estabelecidas pela CBV. A confederação divulgou uma nota oficial informando o resultado do julgamento. Ao rejeitar a solicitação, a magistrada considerou que a insatisfação da atleta com a decisão da Justiça Desportiva não seria suficiente para justificar sua suspensão. “A mera discordância da parte autora quanto ao resultado do julgamento proferido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, no Mandado de Garantia nº 002/2026, não constitui, por si só, fundamento suficiente para justificar a suspensão de seus efeitos”, afirmou a juíza, conforme trecho da decisão reproduzido pela CBV.

A confederação destacou que os efeitos do julgamento do STJD permanecem válidos e que a ação continuará tramitando na 14ª Vara Cível. Portanto, a decisão desta sexta-feira não encerra definitivamente a disputa judicial. Terceira decisão consecutiva favorável à CBV O novo resultado amplia a sequência de decisões contrárias à participação de Tifanny na Superliga.

Em 16 de outubro, a atleta havia conseguido uma liminar que garantia sua presença nas competições nacionais. A autorização permitiu que ela defendesse o Osasco na Supercopa Feminina, conquistada pela equipe paulista. No entanto, em 23 de outubro, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro suspendeu a decisão de primeira instância que assegurava a participação da jogadora.

Na mesma data, o Pleno do STJD do Voleibol rejeitou, por unanimidade, o Mandado de Garantia apresentado pela defesa de Tifanny. A nova decisão judicial, anunciada nesta sexta-feira, mantém o cenário estabelecido após esses dois julgamentos. Sem uma autorização que afaste os efeitos da política de elegibilidade da CBV, a jogadora segue sem condição de jogo na Superliga Feminina 2026/27.

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